Para realizar esta atividade, fiz uma proposta de adequação de várias ferramentas para as pessoas portadoras de necessidades especiais... Digam o que acharam. Fernanda
• Bate-papo (Chat) Este é um serviço de comunicação síncrona bastante popular. Permite a troca de mensagens escritas com os participantes conectados ao mesmo tempo, favorecendo discussões interativas entre duas ou mais pessoas. Sendo assim, possibilita uma comunicação de todos para todos. Essa troca de idéias pode acontecer em uma ou mais “salas” ou canais para discussão de assuntos distintos. As conversas no chat podem ocorrer espontaneamente, quando os alunos são informados através do ambiente quem está on-line, ou serem agendadas pelo mediador podendo ocorrer, inclusive, com a participação de especialistas convidados, o que permite ampliar as possibilidades de explorar determinado assunto e dinamizar o debate. Embora essa ferramenta confira uma boa dinâmica aos cursos on-line, impõe alguns limites, como o fato de exigir sincronia nas comunicações e um tempo de resposta muito curto. Assim, não favorece reflexões mais aprofundadas e pode, eventualmente, gerar certa desorganização, com várias idéias e opiniões sendo expressas ao mesmo tempo Desta forma, este recurso, por constituir um espaço de expressão livre e direto se aproxima da comunicação face-a-face, dificulta a participação mais ativa de indivíduos surdos que possuam dificuldades com a Língua Portuguesa. Acrescenta-se ainda a ocorrência, eventualmente, de algum constrangimento em relação a possíveis equívocos na grafia e na concordância, uma vez que não há tempo suficiente para a releitura. Mais recentemente, por meio do uso de algumas ferramentas como a Macromedia Breeze , é possível melhorar a qualidade dos debates síncronos e, organizando a participação no fórum, cria-se uma temporalidade diferente onde é possível organizar melhor as ideias e estruturar a “fala”.
• Fórum / Listas de discussão Os fóruns e as listas de discussão são organizados com o objetivo de promover uma discussão assíncrona em torno de um tema específico. A diferença básica está na forma como estas mensagens são enviadas. As listas de discussão são socializadas no formato de correio eletrônico, enquanto os fóruns utilizam espaços próprios para estas trocas de ideias. Nos fóruns, as participações são arquivadas uma sequência cronológica de postagem, dando continuidade às discussões, e – em alguns ambientes – podem ser identificadas para o usuário como lidas ou não lidas visando facilitar o acompanhamento do debate. Esse tipo de discussão amplia qualitativamente o horizonte do aluno sobre o tema que venha a ser discutido. A interatividade, resultante do dialogando com os demais colegas, contribui para o enriquecimento do debate, tornando-o mais produtivo. Fóruns e listas de discussão exigem daquele que participa, a interpretação das idéias do outro, assim como a de sua própria revelação, por meio da linguagem escrita. É sob esta ótica que os fóruns e listas de discussão são considerados instrumentos privilegiados para a constituição de comunidades virtuais que, muitas vezes, se mantêm, inclusive, após o término de um curso. Portanto, é preciso que a cada um, em sua diferença, seja possibilitada a expressão e a produção de saberes, assim como a oportunidade de contribuir para a construção coletiva do conhecimento. É nesse sentido que fóruns ou listas com curta duração comprometem a participação e a compreensão dos surdos, pois desprezam o tempo maior necessário por esses alunos na leitura do material de apoio e das contribuições dos colegas nesses ambientes.
• Videoconferência É uma ferramenta de comunicação através de áudio e vídeo. Como consiste em uma discussão síncrona, na qual os participantes estão em locais diferentes, funciona tanto para aulas, palestras ou debates. Neste caso, fica evidente que esta ferramenta só poderá ser aproveitada pelos deficientes auditivos se vierem acompanhadas por legendas. É aconselhável que o vídeo fique disponível para os alunos a fim de que possam retomá-lo em caso de dúvidas e outros esclarecimentos.
Referências Bibliográficas BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1998. _______. Decreto nº 5.773, de 09 de maior. Brasília: Senado, 2006. _______. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069, de 13 de julho. Brasília: Senado, 1990. _______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro. Brasília: Senado, 1996. _______. Lei nº 10.436, de 24 de abril. Brasília: Senado, 2002. _______. Resolução nº 2. Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. Brasília, 2001. CAVELLUCCi, L. C. B. Estilos de Aprendizagem: em busca das diferenças individuais. Disponível em: http://www.iar.unicamp.br/disciplinas/am540_2003/lia/estilos_de_aprendizagem.pdf (Acesso em: 18 jul 2010). CORDE. Declaração de Salamanca e Linha de Ação sobre Necessidades Educativas Especiais. Brasília, 1994. LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da Informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993. ____________. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999. MATIAS-PEREIRA, José. Políticas Públicas de Educação a Distância no Brasil. Disponível em: http://www.cead.unb.br/index.php?option=com_content&task=view&id=291&Itemid=92 (Acesso em: 17 jul 2010). MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. São Paulo: Papirus, 2008.
Para realizar esta atividade, fiz uma proposta de adequação de várias ferramentas para as pessoas portadoras de necessidades especiais...
ResponderExcluirDigam o que acharam.
Fernanda
Propostas para a EAD
ResponderExcluir• Bate-papo (Chat)
Este é um serviço de comunicação síncrona bastante popular. Permite a troca de mensagens escritas com os participantes conectados ao mesmo tempo, favorecendo discussões interativas entre duas ou mais pessoas. Sendo assim, possibilita uma comunicação de todos para todos.
Essa troca de idéias pode acontecer em uma ou mais “salas” ou canais para discussão de assuntos distintos. As conversas no chat podem ocorrer espontaneamente, quando os alunos são informados através do ambiente quem está on-line, ou serem agendadas pelo mediador podendo ocorrer, inclusive, com a participação de especialistas convidados, o que permite ampliar as possibilidades de explorar determinado assunto e dinamizar o debate.
Embora essa ferramenta confira uma boa dinâmica aos cursos on-line, impõe alguns limites, como o fato de exigir sincronia nas comunicações e um tempo de resposta muito curto. Assim, não favorece reflexões mais aprofundadas e pode, eventualmente, gerar certa desorganização, com várias idéias e opiniões sendo expressas ao mesmo tempo
Desta forma, este recurso, por constituir um espaço de expressão livre e direto se aproxima da comunicação face-a-face, dificulta a participação mais ativa de indivíduos surdos que possuam dificuldades com a Língua Portuguesa. Acrescenta-se ainda a ocorrência, eventualmente, de algum constrangimento em relação a possíveis equívocos na grafia e na concordância, uma vez que não há tempo suficiente para a releitura.
Mais recentemente, por meio do uso de algumas ferramentas como a Macromedia Breeze , é possível melhorar a qualidade dos debates síncronos e, organizando a participação no fórum, cria-se uma temporalidade diferente onde é possível organizar melhor as ideias e estruturar a “fala”.
• Fórum / Listas de discussão
Os fóruns e as listas de discussão são organizados com o objetivo de promover uma discussão assíncrona em torno de um tema específico. A diferença básica está na forma como estas mensagens são enviadas. As listas de discussão são socializadas no formato de correio eletrônico, enquanto os fóruns utilizam espaços próprios para estas trocas de ideias.
Nos fóruns, as participações são arquivadas uma sequência cronológica de postagem, dando continuidade às discussões, e – em alguns ambientes – podem ser identificadas para o usuário como lidas ou não lidas visando facilitar o acompanhamento do debate.
Esse tipo de discussão amplia qualitativamente o horizonte do aluno sobre o tema que venha a ser discutido. A interatividade, resultante do dialogando com os demais colegas, contribui para o enriquecimento do debate, tornando-o mais produtivo.
Fóruns e listas de discussão exigem daquele que participa, a interpretação das idéias do outro, assim como a de sua própria revelação, por meio da linguagem escrita. É sob esta ótica que os fóruns e listas de discussão são considerados instrumentos privilegiados para a constituição de comunidades virtuais que, muitas vezes, se mantêm, inclusive, após o término de um curso. Portanto, é preciso que a cada um, em sua diferença, seja possibilitada a expressão e a produção de saberes, assim como a oportunidade de contribuir para a construção coletiva do conhecimento. É nesse sentido que fóruns ou listas com curta duração comprometem a participação e a compreensão dos surdos, pois desprezam o tempo maior necessário por esses alunos na leitura do material de apoio e das contribuições dos colegas nesses ambientes.
• Videoconferência
É uma ferramenta de comunicação através de áudio e vídeo. Como consiste em uma discussão síncrona, na qual os participantes estão em locais diferentes, funciona tanto para aulas, palestras ou debates. Neste caso, fica evidente que esta ferramenta só poderá ser aproveitada pelos deficientes auditivos se vierem acompanhadas por legendas. É aconselhável que o vídeo fique disponível para os alunos a fim de que possam retomá-lo em caso de dúvidas e outros esclarecimentos.
Segue uma pequena bibliografia...
ResponderExcluirReferências Bibliográficas
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1998.
_______. Decreto nº 5.773, de 09 de maior. Brasília: Senado, 2006.
_______. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069, de 13 de julho. Brasília: Senado, 1990.
_______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro. Brasília: Senado, 1996.
_______. Lei nº 10.436, de 24 de abril. Brasília: Senado, 2002.
_______. Resolução nº 2. Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. Brasília, 2001.
CAVELLUCCi, L. C. B. Estilos de Aprendizagem: em busca das diferenças individuais. Disponível em:
http://www.iar.unicamp.br/disciplinas/am540_2003/lia/estilos_de_aprendizagem.pdf (Acesso em: 18 jul 2010).
CORDE. Declaração de Salamanca e Linha de Ação sobre Necessidades Educativas Especiais. Brasília, 1994.
LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da Informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
____________. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.
MATIAS-PEREIRA, José. Políticas Públicas de Educação a Distância no Brasil. Disponível em:
http://www.cead.unb.br/index.php?option=com_content&task=view&id=291&Itemid=92 (Acesso em: 17 jul 2010).
MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. São Paulo: Papirus, 2008.